Humildade e Competência
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- 5 de jul. de 2025
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Atualizado: 11 de out. de 2025

Existem muitos médicos competentes. Isso é fato. Médico humilde é bastante raro. Médico competente e humilde é quase impossível.
Após concluir a graduação na Universidade do Brasil, na década de 70, Dr.Álvaro Zardinni Schiffel retornou para sua cidade natal na região serrana. Especialista em pneumologia, concursado federal, foi trabalhar num antigo sanatório de tuberculosos. Com o advento dos medicamentos tubercolostáticos, os hospitais para tuberculosos caíram em desuso. Aos poucos foram transformados em hospitais clínicos. Lá, era onde o Dr.Álvaro atuava. Ele era um médico que se se interessava, não só pela doença, mas pela vida do paciente, sem fazer distinção de cor, raça, classe social, etc. Todos eram igualmente tratados com atenção e carinho.
Era um clínico que conhecia profundamente as doenças, sabia solicitar e interpretar métodos de diagnóstico como ninguém e dominava a farmacologia. Indicava com precisão os medicamentos corretos. A maioria dos médicos do hospital, tinha nele uma referência de sabedoria e competência.
Como gestor, ocupou o cargo mais importante de administração de saúde do munícipio. Naquela época era a Superintendência Regional do Ministério da Saúde. Nunca houve qualquer dúvida sobre sua conduta.
O maior destaque, entretanto, ficava por conta de seus pacientes e familiares que o amavam. Muitos choravam de emoção quando tinham alta. É bom lembrar que eram pacientes da rede pública. Acompanhava, também, doentes no principal hospital particular da cidade. Era, inclusive, a principal referência de competência do estabelecimento. Entretanto, diferente de muitos médicos, nunca deu prioridade aos honorários. Só cobrava uma quantia que onerasse a família . Muitas vezes preferia não receber nada.
Tinha uma vida modesta, porém confortável. Não ostentava, apesar de ter o emprego público mais cobiçado por todos e uma farta clientela no consultório. Muitos diziam que, pela sua simplicidade, "nem parecia um médico".
Como todo ser humano tinha uma falha: fumava. Porém, jamais em local público. Só os muito próximos sabiam.
Já septuagenário, continua mantendo a mesma rotina. Parabéns Dr. Álvaro!



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