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O Negócio da Injeção

  • Foto do escritor: Casos
    Casos
  • 9 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de out. de 2025




Dona Joana era uma senhora viúva de 82 anos que vivia confortavelmente com sua filha solteira. Tinha uma boa pensão, um plano de saúde, algumas economias deixadas pelo seu esposo e alguns problemas de saúde pertinentes à idade, mas tudo sob controle. Um dia, Joana caiu e fraturou o osso do braço direito. Passou por uma cirurgia e dois meses depois estava recuperada. Numa consulta rotineira com seu endocrinologista, que acompanhava o diabetes, comentou da fratura. O médico imediatamente se mostrou muito interessado no acontecimento e fez um alerta de que isso poderia se repetir, uma vez que, em função da idade, os ossos estavam muito enfraquecidos. Várias explicações foram dadas pelo conceituadíssimo doutor utilizando desenhos, imagens de computadores e até mesmo um manequim ósseo em miniatura . Depois de uma hora e quarenta minutos, dona Joana estava aterrorizada. Foi convencida de que seus ossos não valiam nada e eram como gravetos secos. Terminada a exposição, um breve momento de silêncio e perplexidade tomou conta do consultório. A sumidade médica, do alto do pedestal de sua sabedoria, parecia calculadamente aguardar a reação da paciente para dar início a uma segunda exposição. Desesperada, dona Joana quase que implorou ao doutor por uma possível solução. Exatamente como o endocrinologista esperava. Começou então a explanação sobre a solução da vanguarda científica para o problema. Resumindo, eram 12 injeções, uma a cada mês, de um medicamento supermoderno, que tinha que ser encomendado, pois não vendia em farmácias, não tinha no serviço público, o convênio não reembolsava e, para ter um bom desconto, o pagamento tinha que ser em dinheiro. O custo total do tratamento era de cento e vinte mil, já com o desconto, divididos em 12 vezes.

O valor era equivalente a 95% da necessária poupança, mas os argumentos do médico eram inquestionáveis. Afinal o doutor alertou que se não fizesse e acontecesse alguma coisa a família se sentiria eternamente CULPADA. Fecharam então o "negócio" das injeções. No mesmo dia o médico ligou para concessionária e encomendou o carro elétrico da moda para esposa.

Depois de exatos quinze meses Joana caiu e fraturou o fêmur tendo morrido de embolia após a cirurgia para correção ortopédica. O médico já estava no quarto carro elétrico. As injeções? Eram muito eficazes, mas somente para o doutor.

 
 
 

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