A Medicina é do Povo
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- 15 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de out. de 2025

A cultura popular pode ser definida como um conjunto de fatores que compõem uma sociedade, como, por exemplo, saberes, crenças, costumes e tradições de determinado povo ou sociedade.
A medicina no Brasil, há muito deixou de ser ciência e passou a ser uma cultura popular, ou seja, uma prática baseado na padronização e na disseminação de "saberes" da sociedade. Todo mundo quer fazer uma endoscopia, uma tomografia, uma ressonância, porque a tia, a esposa ou a prima "acha melhor" fazer para "descobrir logo" o que a pessoa "tem". Remédios são adquiridos no balcão da farmácia, muitas vezes, com indicação do vizinho, ou da patroa ou do próprio balconista.
Os critérios de indicação de solicitação de exames, tratamentos e procedimentos, deixaram de seguir a lógica do raciocínio clínico e passaram a atender aos costumes da comunidade, ás pressões jornalísticas, aos interesses econômicos, aos padrões sociais de estética e "beleza" e, principalmente, às campanhas de massificação da "importância" da detecção de diagnósticos precoces de doenças. O pano de fundo de tudo isso é a exploração do medo e da culpa quando não aderimos às "ações de saúde".
Aliado a isso tudo, pode ser somada a criação de um verdadeiro exército de profissionais de saúde, formados em cursos avaliados por uma maquiagem de "notas" de qualidade acadêmica, que tem por objetivo principal, e único, vender diplomas , para atender à ganância feroz das megacorporações "educacionais", disfarçadas de universidades, e também, para suprir a demanda de profissionais do sedento mercado dos serviços de saúde.
Não podemos esquecer, que o grau de capacidade cognitiva da sociedade vem diminuindo ano a ano e que, somado ao desenfreado comportamento dissimulado dos políticos, empresários, e dirigentes da sociedade, isso faz com que a cobrança pela verdadeira verdade científica caia vertiginosamente, gerando um verdadeiro desastre no que diz respeito à ética na saúde e na academia.
Cientistas verdadeiros quase não existem mais. O que existe é uma grande produção de bobagens "científicas", financiadas pela indústria, para atender ao mercado, divulgadas numa panfletagem realizada por egos sedentos de palco e dinheiro, e implantadas por profissionais de saúde que se vendem por um final de semana num resort. Ninguém mais está interessado em CIÊNCIA.
Isso tudo deu origem a uma proliferação do comportamento de consumo de massa, que está mais baseado em fofoca do que qualquer outra coisa. Afinal de contas, o que está valendo no mundo de hoje é: "verdade é uma mentira que se conta várias vezes".



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