Vaidade Mata
- Casos

- 23 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de out. de 2025

Luciana já estava na meia idade contando 52 anos. Assídua frequentadora de academia de ginástica, mantinha sempre a saúde em dia com visitas periódicas ao cardiologista, ginecologista e nutricionista.
Seguindo a tendencia do seu círculo social de amigas, que valorizava a beleza e a estética nos mínimos detalhes, começou a pensar em fazer umas pequenas "correções" no corpo.
Numa consulta com seu "gastro", por conta de uma pequena hérnia umbilical, foi indicada uma cirurgia corretiva para colocação de tela. Até aí tudo bem, pois era realmente necessário. O plano de saúde cobriria todos os custos do procedimento. Acontece que Luciana comentou com o cirurgião sobre seu desejo de fazer uma plástica para sumir com os excessos abdominais. O cirurgião orientou para que tudo fosse feito num só procedimento: a plástica e a hérnia.
O Plano entretanto não cobriria as despesas em função da cirurgia plástica estética não estar contemplada no contrato. Foi indicado um cirurgião plástico "amigo" para juntos realizarem os dois procedimentos cirúrgicos de forma "particular". Fez ,então, à consulta com o plástico. O orçamento foi de sessenta e cinco mil reais incluindo o anestesista e dois dias de internação na modalidade dayclinic.
Luciana resolveu usar a poupança de cinquenta mil reais que havia recebido de herança, por ocasião do falecimento do pai, há oito meses. Os quinze mil restantes, combinou com o médico de pagar em cartões de crédito. Sete mil no cartão dela. Os oito mil restantes seriam pagos da seguinte forma: quatro mil no cartão da mãe e quatro mil no cartão do marido. Tudo parcelado em doze vezes. O médico aceitou.
Tudo então foi programado. Fez os exames para o risco cirúrgico pelo plano. Chegado o grande dia da transformação estética do sue corpo, Luciana foi internada e encaminhada para o Centro Cirúrgico.
Nunca mais viu seus filhos, familiares e amigos. Uma complicação anestésica a levou para a UTI de um hospital particular onde permaneceu por vinte e dois dias, vindo a falecer. O marido teve que vender os dois carros para pagar a conta do hospital e ainda ficou devendo. Os médicos? Lamentaram e compraram carros novos.






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